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ConectCar acelera na rota da economia: parceria estratégica com a Nexforce resulta em redução de 10% nos custos de softwares estrangeiros

Marina Campos
Marina Campos21 de julho de 20267 min. de leitura
ConectCar acelera na rota da economia: parceria estratégica com a Nexforce resulta em redução de 10% nos custos de softwares estrangeiros

Toda empresa brasileira que importa software enfrenta o mesmo dilema. O contrato em dólar parece razoável na assinatura. Mas o valor que sai do caixa ao final do trimestre é sistematicamente maior do que o número que aparece na proposta comercial. A diferença não está no preço do software. Está na arquitetura da importação.

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A ConectCar, player de pagamento automático para mobilidade que tem como acionistas Itaú e Porto, viveu esse dilema por mais de quatro anos. Em 2025, decidiu resolvê-lo.

O resultado foi uma redução de 10% nos custos anuais com softwares internacionais gerenciados pela Nexforce. Nenhum contrato foi renegociado. Nenhum fornecedor foi trocado. Nenhum desconto comercial foi solicitado.

"A parceria com a Nexforce representou um marco em nossa busca por eficiência. Além da notável economia nos custos de nossos softwares internacionais, ganhamos uma agilidade e segurança fiscal que nos permitem direcionar ainda mais energia para o que fazemos de melhor: inovar na mobilidade. A expertise e a transparência da Nexforce foram cruciais para esse sucesso."

Michelli Santos, Coordenadora de Cadeia de Suprimentos da ConectCar

O que encarece o software internacional no Brasil

Importar software no Brasil não é caro pelo preço da licença. É caro pelo que acontece entre o contrato assinado e o dinheiro que chega ao fornecedor.

Uma remessa internacional de software atravessa pelo menos quatro camadas de custo que não aparecem na proposta comercial. A primeira é tributária: IRRF com gross-up, PIS/COFINS-Importação de 9,25%, IOF de 3,5% sobre cada remessa e ISS municipal que varia de 2% a 5%. A segunda é cambial: o spread do banco adiciona de 3% a 6% sobre o PTAX a cada operação. A terceira é operacional: o ciclo de aprovação de uma fatura internacional cruza departamentos de TI, procurement, fiscal e tesouraria, consumindo horas de profissionais seniores em lançamentos manuais. A quarta é de compliance: cada apuração manual de tributo carrega o risco de um código errado, uma alíquota desatualizada, um fator Z incorreto na DIRF.

Nenhuma dessas camadas gera crédito na importação direta. São custo puro, recorrente, invisível no DRE.

O mercado brasileiro de software corporativo é majoritariamente abastecido por fornecedores internacionais. Milhares de empresas operam nesse modelo porque ele é o padrão. Não porque ele é o único caminho.

O diagnóstico na ConectCar

A ConectCar está na vanguarda da mobilidade urbana no Brasil. Impulsionada pela força de seus acionistas Itaú e Porto, oferece experiências de pagamento para pedágios, estacionamentos e postos de combustível que processam milhões de transações. Sustentar essa operação exige ferramentas internacionais de CRM, analytics, segurança e infraestrutura de nuvem. Contratos em dólar, fornecedores globais, renovação anual.

O time de procurement administrava múltiplos contratos ativos com fornecedores internacionais. Cada contrato tinha regime tributário próprio, jurisdição do fornecedor, moeda de origem e município de recolhimento do ISS. A cada fatura, o ciclo de aprovação cruzava quatro departamentos: gestor de TI validava consumo, procurement conferia vigência, fiscal calculava tributos manualmente, tesouraria executava a ordem de pagamento em moeda estrangeira.

Três planilhas paralelas tentavam consolidar o que o ERP não capturava: projeção de custos por contrato, controle de remessas e vencimentos, e exposição cambial acumulada. O CFO recebia um consolidado sempre defasado. Decisões de orçamento de TI eram tomadas com dados de duas semanas atrás.

O desembolso anual com softwares internacionais estava na casa das centenas de milhares de reais. Para um único contrato.

O diagnóstico da Nexforce foi direto: a ConectCar não tinha um problema de preço. Tinha um problema de arquitetura fiscal.

A solução: licenciamento local e nacionalização de pagamentos

A Nexforce implementou sua solução de licenciamento e nacionalização de pagamentos em três frentes, em menos de 30 dias entre o diagnóstico e a primeira fatura processada.

Frente 1: Reestruturação fiscal. A Nexforce assumiu a importação como contraparte fiscal. O fornecedor internacional continuou recebendo em dólar, com o contrato intacto. A ConectCar passou a interagir com a Nexforce como um fornecedor local, recebendo Nota Fiscal em Real. A estrutura de licenciamento local é desenhada para reduzir os custos de importação de forma legal e em conformidade com a legislação brasileira.

Frente 2: Simplificação operacional. O ciclo de aprovação que antes cruzava quatro departamentos e levava dias foi reduzido a horas. A NF-e emitida pela Nexforce é lida automaticamente pelo ERP da ConectCar. A documentação fiscal chega pronta. O time de fiscal deixa de ser operador de cálculo manual de tributos e passa a ser revisor de um processo automatizado.

Frente 3: Trava cambial. Com o pagamento em Real, a exposição ao dólar foi a zero. O orçamento de TI passou a ser aprovado em Real e executado em Real. Se o dólar sobe 10% no mês, o custo de software da ConectCar não se move.

O onboarding de cada contrato levou poucas semanas: cadastro jurídico, validação de compliance, mapeamento dos fluxos de pagamento e integração com o ERP de contas a pagar e o sistema de recepção de NF-e. Nenhum contrato com fornecedor internacional foi alterado em nenhuma etapa.

Os resultados

IndicadorAntesDepois
Custo anual com software gerenciadoCusto-base-10%
Modalidade de pagamentoRemessa internacional em USDPagamento local em BRL
Documentação fiscalProcesso manual por contratoNF-e automatizada
Exposição cambial100%0%
Conformidade fiscalApuração manual de tributosConformidade integrada

A economia de 10% foi alcançada exclusivamente pela otimização da estrutura de licenciamento e pagamento. Nenhum desconto foi negociado com fornecedor. Nenhuma ferramenta foi trocada. O que mudou foi a camada fiscal da operação.

A economia é estrutural: não é ganho de primeira compra. É recorrente, mês após mês, enquanto o contrato estiver ativo.

O que muda no dia a dia do procurement

Aprovação. O ciclo caiu de dias para horas. O gestor de TI aprova a NF-e em Real no sistema de contas a pagar e o financeiro liquida via Pix. Compliance é automático.

Conciliação. Cada contrato internacional que antes gerava múltiplos lançamentos contábeis fragmentados passou a gerar um único lançamento, em Real, com tributos explícitos. O relatório gerencial de custo de software sai direto do sistema contábil.

Tesouraria. O hedge cambial desapareceu da pauta. A previsibilidade do custo de software deixou de depender da cotação do dólar.

Compliance. No modelo direto, a apuração tributária é reativa e sujeita a erro. No modelo Nexforce, a fatura chega validada. A exposição a risco fiscal sobre software internacional foi a zero.

Por que esse resultado é replicável

O caso ConectCar não depende de condições especiais. Três fatores operacionais tornam o resultado replicável para qualquer empresa brasileira que importa software.

1. O contrato com o fornecedor não muda. A Nexforce atua como contraparte fiscal, não como revendedora. A relação comercial entre cliente e fornecedor internacional permanece a mesma. O onboarding de um novo contrato leva poucas semanas.

2. A estrutura funciona para qualquer porte. O ganho percentual é consistente, seja um contrato de pequeno ou grande volume. Empresas no Lucro Real capturam o ganho máximo. Empresas no Simples ou Lucro Presumido capturam a trava cambial e a simplificação operacional.

3. O ERP existente é suficiente. A NF-e da Nexforce é lida pelo sistema de contas a pagar que a empresa já usa. Não há necessidade de contratar headcount adicional, trocar de sistema ou modificar processos internos.

FAQ

A ConectCar precisou trocar de fornecedor?

Não. Nenhum contrato foi rescindido. Nenhum fornecedor foi substituído. A única mudança foi a estrutura fiscal da contratação.

Quanto tempo leva para migrar?

Algumas semanas entre o diagnóstico e a primeira fatura processada. O contrato com o fornecedor internacional não é alterado.

Qualquer empresa pode acessar?

Sim. Empresas de qualquer porte que adquirem software internacional podem se beneficiar da estrutura de licenciamento e nacionalização de pagamentos da Nexforce.

A economia é garantida?

O percentual de economia é determinado pelo diagnóstico fiscal de cada contrato. O ganho vem da otimização da estrutura de importação, não de desconto com fornecedor.

Referências e Leitura Complementar

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